*** Soltando o verbo !!!
Nesta aba, deixamos alguns depoimentos de alguns colegas da turma que conseguiram superar a pedagogia da transmissão, quer sejam como alunos e/ ou professores.
Foi muito bom trocar experiências, e tais conhecimentos serão uteís para a nossa prática como futuros mediadores.
Para começar, listamos dois vídeos onde podemos comparar a atuação dos diferentes profissionais e sua atuação no ato de fazer educação:
Pedagogia da Transmissão
Pedagogia da Autonomia
"No auge dos meus 43 anos, infelizmente, tenho mais experiências relacionadas à pedagogia da transmissão do que o contrário.
Mas tenho vivenciado uma experiência "por tabela", pois no curso onde leciono tem uma professora maravilhosa que é um ótimo exemplo da superação deste tipo de metodologia pedagógica.
Nós até brincamos e chamamos ela de "nossa Paulo Freire"... rs...
Ela sempre envolve seus alunos nas aulas que ministra, procurando fazê-los participantes ativos do processo e não apenas mero receptores, como Paulo Freire chama com muita propriedade de pedagogia bancária."
Eliane Paim
"No ensino médio estudei em uma escola técnica onde transmissão, memorização e cópia eram o ponto central do ensino. Na minha primeira graduação (Licenciatura em Física), aconteceu a mesma coisa. Foi até pior, pois era um curso para formar educadores, e só oque tínhamos eram "maus exemplos" (transmissão, cópia, memorização, treino, etc). Entretanto, esses "maus exemplos" serviram para eu buscasse ser um professor melhor, diferente, mais reflexivo, mais crítico, aberto ao diálogo, buscando novas metodologias e formações. Enfim, tento não ser um "mau exemplo" para os meus alunos. Em relação à experiências interessantes com EAD, sobre a superação da pedagogia da transmissão, gostaria de citar a experiência da disciplina 4º Seminário, em que nós discutíamos, em grupo, um tema e criávamos um blog para trabalhar sobre o assunto pesquisado, postando informações e interagindo entre nós mesmos e com os outros. "Foi muito interessante. Abraços!Vitor Ribeiro de Souza
"O fato de ter recursos não quer dizer que o problema está resolvido e que não existe mais a pedagogia de transmissão,depende de como o uso dessas tecnologias são aproveitados e como esse professor vê o seu aluno, como mero espectador ou como um co-participante no processo de ensino aprendizagem.O docente deve possuir uma mente libertadora,que não queira apenas repassar conteúdos mas também usar da multidisciplinaridade, orientar, estimular e compartilhar o conhecimento com esse aluno.Na EAD os alunos podem ter as mesmas possibilidades que na educação presencial, acredito que o fato da EAD ser um método de educação mais recente e moderno,possui um formato mais inovador enquanto na educação presencial ainda deparamos com professores presos no ensino tradicional."Marlene Silva
Esses nossos colegas contribuíram no fórum, e aproveitamos seus depoimentos para ampliar a nossa visão sobre a pedagogia da transmissão e uma pedagogia voltada para construção e interação!"Arrisco mencionar que até hoje, experimentamos a pedagogia da transmissão inserida na Era da sociedade digital que já está evidenciada, a pedagogia da transmissão está absoleta. O professor (emissor) detentor do saber, a sala de aula com modelo clássico de ensino, baseado na superioridade da “pedagogia da transmissão”. O ensino brasileiro ligado às práticas tradicionais, como memorização, massificação do conhecimento, enciclopedismo. Ao meu ver, cada vez mais este tipo de ensino torna-se pouco atrativo para os nossos jovens, em contato com um mundo de altas tecnologias fora do ambiente escolar, mas preso a práticas antiquadas dentro de suas escola, tanto particulares, como públicas. Deste modo, é preciso mudar este paradigma de educação, a fim de que o aluno seja um pesquisador dentro de seu ambiente escolar e que as salas de aula se transformem em um lugar à pedagogia da colaboração, da construção coletiva e dialógica, professores e alunos sejam co-autores na construção do conhecimento. Não basta o professor apenas no computador enviar e-mails ou acessar sites. Faz-se necessário habilidade na dinâmica da comunicação, superar o modelo unilateral e criar possibilidades da (EaD) no mundo contemporâneo. A sala de aula precisa encontrar rumos para transformação da sala de aula com modelo tradicional em um ambiente de aprendizado interativo, colaborativo, do compartilhamento. Minhas aulas sempre foram pautadas no modelo de pacotes fechados de informação chamados de conhecimentos, mas menciono um trabalho no qual participei uma experiência na criação de um BLOG, no qual houve a participação dos meus amigos da graduação/Cederj, foi uma experiência interativa e enriquecedora, postamos vídeos, jogos, mensagens, houve colaboração e ao mesmo tempo estreitamos laços e ampliamos o nosso universo relacional, utilizamos também outras opções das redes sociais, disponibilizados pela internet. O professor foi o mediador dessas interações. As ferramentas que usamos para superar a pedagogia da transmissão foi a tecnologia na criação do BLOG. Assim, creio que a escola não poderá continuar de costas para as transformações que estão ocorrendo e que a humanidade terá que enfrentar a Era da sociedade digital. Sem nenhuma dúvida os recursos tecnológicos vêm progressivamente, eliminando fronteiras geográficas e culturas, aproximando as populações de diferentes lugares e regiões. É fundamental novos caminhos para transformação ocorridas no mundo que são nossos alunos nativos digitais conectados com o mundo, e para isso exige do docente uma formação continuada, à disposição da nossa escola, da nossa sociedade, num movimento articulado."
Um abraço para todos,
Abaixo, temos depoimentos de alguns professores que assistiram os filmes propostos pelo nosso blog, e tal motivação fizeram eles relatarem e reconhecerem que algo precisa ser feito em plo da educação.
"Muitas vezes a realidade que os jovens vivem em casa, como a violência doméstica, as drogas, a prostituição, o desemprego entre outros fazem com que eles procurem uma solução nas ruas e lá se envolvam em situações cruéis, como exemplo, as gangues mostradas no filme ESCRITORES DA LIBERDADE.
Esta realidade está presente em nossa sociedade, no mundo. E estes jovens com as mentes travadas pelos terrores causados por estas circunstâncias e por não acreditarem mais em si mesmos e até por acharem que ninguém acredita, eles continuam a praticar o mal. Até que num momento alguém os desperte novamente para o mundo, os fazendo sentir especiais, capazes e acreditarem na mudança.
Naquele dia me vi em algumas cenas do filme, especialmente no tempo em que trabalhava com as classes de Aceleração da Aprendizagem, onde encontrei muitos alunos desacreditados e que vinham para a sala de aula obrigados e aproveitavam para testar a paciência da professora. Precisei buscar outras, outras e outras atividades dasafiadoras e atrativas para que estes alunos permanecessem na sala de aula ou que voltassem no dia seguinte.
Muitas vezes precisei visitar estes alunos no intuito de que eles voltassem a frequentar as aulas, mas nem sempre conseguia resultados positivos.
Um ponto que me fez refletir também foi o fato da professora procurar conhecer melhor os seus alunos fazendo o levantamento dos conhecimentos prévios deles para a partir dai tomar iniciativas do que e de como trabalhar com eles. É importante estarmos valorizando estes conhecimentos prévios procurando sempre levantar a auto-estima para que eles se sintam parte da sociedade da qual pertence. "
Macicleide da Silva Pires //contribuicoesparaprofessores.blogspot.com.br/2008/09/resumo-e-reflexo-do-filme-escritores-da.html#
"No filme são relatadas as dificuldades que existia por todos aqueles que decidiam infringir as regras estabelecidas da época. Katharine Watson, passa a dar aula de Arte para uma das mais renomadas escolas liberais de mulheres estadunidenses do país, “Wellesley College”, onde as mulheres recebem orientação para se transformarem em cultas esposas e responsáveis mães.
Na primeira aula, a professora Katharine se espanta ao notar o quanto as alunas estão preparadas pelo rigoroso ensino, sabendo detalhadamente de todo o programa de aula. Com isso, desconfortável com a situação, a professora decide então buscar novos métodos para ensinar o conceito de Arte Moderna, expondo imagens simples e completamente fora dos padrões da escola. Ao decorrer da história, a professora tenta passar uma nova visão de vida para as alunas, dizendo não ser necessário ficar a vida inteira dentro de casa, e que elas assim como os homens têm o direito de trabalhar e ao mesmo tempo constituir uma família.
Nos anos 50, o modo de pensar da sociedade era totalmente diferente, pois ainda havia aquele conceito de que trabalho era propriamente do homem, e que a mulher tinha a única função de cuidar dos filhos. Isso era um desejo para muitas, visto que todos valorizavam aquelas que se casassem e se tornassem donas-de-casa.
Acaba sendo hipotético criticar algumas atitudes de certo período voltado somente aos olhos dos dias de hoje. Já que, se fomos analisar nos anos 50 tudo isto era normal e não existia um conceito estabelecido de que a mulher também poderia exercer a função do homem, isto é, trabalhar. As mães e pais, por exemplo, não gostariam de ver suas filhas se divorciando, e ao invés de constituir uma família pensarem na possibilidade em trabalhar. Percebe-se que era uma imagem boa e de grande valor na época, e por grande parte nem passava pela cabeça das mulheres em optar por novas opções. Sabendo que foi baseado numa época de padrões diferentes, o filme tenta trazer o questionamento do certo e errado, porém é de extrema importância reconhecer este período de emancipação feminina e não julgarmos as pessoas naquela época por pensarem ou agirem de tal modo. O interessante é que o filme tenta passar que não basta apenas reproduzirmos o conhecimento, mas sim, tornarmos produtores de nós mesmo e sermos capazes de desenvolver o senso crítico."Egon Turci //egonturci.wordpress.com/2012/09/21/o-sorriso-de-mona-lisa/
Para terminarmos...
Convidamos você para assistir conosco ao depoimento do sociólogo Entrevista exclusiva.
E então, qual é a sua opinião após ter assistido a esta entrevista e ter feito a leitura do nosso material?




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Contribua também com suas palavras, seja coparticipativo desta mudança você também!
Todos nós merecemos uma educação de qualidade!